O jogo de hoje com a Noruega mostrou uma selecção de Portugal "à deriva".
Uma equipa vulgar, fragilizada pelo conjunto de confusões em que está imersa desde há algum tempo, deu mais uma pálida imagem da sua capacidade, nesta noite de Outono em Olso, na distante Noruega.
Mas pior do que perder o jogo, foi a demonstração de total incapacidade de superiorizar a um adversário que, ao longo da história, apenas participou em 3 mundiais e 1 europeu, e esteve ausente dos grandes palcos na última década, desde os tempos de Solskjaer, Tore Andre Flo ou Ronny Johnsen.
À equipa das Quinas (orientada por Agostinho Oliveira) faltou agressividade, criatividade e liderança no meio campo, capacidade de usar as alas e, essencial, segurança defensiva. Estes eram, só, os principais atributos do Portugal treinado pelo (criticado) Scolari. Tão diferente...
Se já antevia dificuldades e uma fase de apuramento com a máquina de calcular em utilização permanente, agora temo que isto se resolva muito rapidamente. Basta perdermos com a Dinamarca e passaremos a falar de renovação, de equipa técnica e de jogadores. O problema é que a base de recrutamento é demasiado curta.
Países como a Itália ou a Inglaterra já incorporaram limitações à utilização de estrangeiros para defender as equipas nacionais. No nosso caso, basta olhar para os "onze" dos 4 grandes (até incluo aqui o Braga) e contar os portugueses...
Como se descalça esta bota?
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