Três derrotas nos quatro primeiros jogos colocam este início de época do Benfica entre os piores de sempre…Se contarmos com a Supertaça, então vão quatro…
Mais uma vez uma pálida imagem da equipa encarnada. Longe vão os tempos (desaprendeu em 2 meses) em que jogava a 100 à hora.
Aimar, Cardozo (jogou?) ou Maxi têm estado “ausentes” da equipa; os intransponíveis Luisão e D. Luiz formam uma dupla vulgar. Não! Pior que vulgar, vulnerável… Roberto não é – nem será, digo eu – um guarda-redes com a qualidade que o Benfica exige. Trappatoni descobriu Moreira para ganhar o campeonato. Jesus não o fará porque isso seria perder a face…
Não tarda nada, Jesus começará a ver o seu lugar em perigo. Digo-o por um conjunto de razões: em primeiro lugar, Jesus não está a conseguir transmitir a jogadores e adeptos o discurso confiante e corajoso do ano passado. Não sei o que se passa, mas nas conferências de imprensa tem-se visto um homem abatido e sem reacção, quando (acho) era necessário alguém que assegurasse que o ciclo ia ser invertido. Teima em manter uma formação similar à do ano passado, quando não tem jogadores para tal. Em quatro alas (2 laterais e 2 médios), Jesus tem no plantel apenas um jogador de nível superior, o que é muito pouco para um campeão. Aí, perdeu 2 de uma vez.
Por outro lado, a política de contratações voltou a ser um desastre. Não que Gaitan ou Jara sejam maus, longe disso, mas não são as peças que faltavam. É preciso a chave para “aquela” fechadura e não uma qualquer chave. É preciso mais concorrência no ataque, para que Cardozo sinta que pode sair de cena. A lesão de Kardec (excelente início de forma) também não ajudou. O Benfica, afinal, “só” perdeu 3 jogadores titulares. Ninguém fala da perda de Quim, mas ao olhar para Roberto é impossível não o recordar (um jogador com os anos de SLB que Quim tinha não merece sair assim).
Um 3.º e último ponto passa pela intervenção de Jesus no banco. Mais uma vez, Jesus mexeu numa equipa que estava a jogar razoavelmente e lembra-se de substituir Gaitan e fazer entrar César Peixoto (não é, definitivamente, jogador para uma equipa como o Benfica) e a equipa entrou num coma do qual não conseguiu recuperar. A saída de Martins, minutos depois, foi o “desligar da máquina”.
Também aqui os jornalistas tendem a ser tendenciosos. Não foi a primeira nem a segunda vez que Jesus mexe mal na sua equipa (mesmo no ano passado isso aconteceu vezes sem fim), mas nem uma palavra sobre o assunto.
Por outro lado, um comentador dizia há pouco na televisão que não vale a pena falar na arbitragem. É verdade que não explica tudo, mas dois penalties são duas fortes possibilidades de marcar golo. A isto ainda há que juntar o golo mal anulado a Cardozo, que somou um amarelo…
Por fim, uma palavra para o Guimarães. Já o tinha escrito, é a equipa em que deposito maiores expectativas. Manuel Machado monta muito bem as suas equipas e o Vitória tem um plantel com uma qualidade muito interessante. Para já, está em segundo. Será o ano do Minho???