quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Será o naufrágio definitivo?

Se dúvidas existiam, o jogo do dia de ontem foi esclarecedor quanto ao valor dos encarnados.

A anos-luz da época passada em qualidade de jogo, intensidade, capacidade de pressão e, custa-me a crer para tudo o indica, ambição…

Decorridos 4 meses de competições oficiais, já é hoje possível tirar ilações da época encarnada. Uma sucessão de erros no planeamento e alguns incidentes mal explicados ajudam a explicar a fraca época do Benfica até agora.

Tudo começa na definição do plantel, com as saídas mais do que anunciadas de Di Maria, de Ramires (esta última subvalorizada) e de Quim. Este último era um dos poucos valores seguros (e ainda por cima português) e a sua substituição por Roberto foi muito mal explicada, para além dos valores inconcebíveis envolvidos na “troca”. Na insegurança defensiva começa o descalabro . David Luiz tem dado uma pálida imagem de um jogador que chegou ao escrete. Luisão não parece contente e Maxi ainda está fora de forma. Demasiados “ausentes” para uma equipa só. Carlos Martins tem sido dos poucos a brilhar e a mostrar o seu carácter lutador e a sua qualidade.

As entradas de Gaitan, um jovem jogador com potencial mas ainda em fase de adaptação, e de Jara não compensam – nem pouco mais ou menos – as saídas de Di Maria e de Ramires, seja em qualidade seja em capacidade competitiva. Por outro lado, são jogadores completamente diferentes que obrigariam a alterações do modelo de jogo, o que Jesus não tem conseguido (querido).

A insistência em César Peixoto (quem aguenta jogar assobiado na sua casa?), as mudanças constantes no meio-campo, o “esquecimento” de Nuno Gomes e a falta de alternativas levantam sérias dúvidas quanto ao desfecho da época e colocam um ponto de interrogação no comportamento do técnico encarnado, que parece outro esta época.

Pode ser que a pontaria de Cardozo e uma melhoria de forma de Saviola possam trazer novos ventos. Ah! e há Janeiro…

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