O Braga está, de facto, de parabéns! Mais um jogo para juntar à galeria de jornadas épicas do futebol português nas competições europeias.
Este êxito é o corolário de um projecto de António Salvador lidera há algum tempo e que transformou o Braga numa equipa altamente competitiva (não gosto muito da expressão «grande») e um exemplo de gestão desportiva muito interessante à nossa escala.
A capacidade de descobrir talentos continua lá (Sílvio: um belo lateral; Lima: o Joker de serviço) e de rentabilizar esses investimentos (Eduardo, Evaldo, Filipe Oliveira nesta época) são demonstrativas do excelente trabalho desenvolvido em Braga. É bom também recordar que por Braga têm também passado excelentes treinadores: Domingos, Jorge Jesus, Jorge Costa ou Jesualdo (a quem se deve – e muito - também esta ascensão), sinal de que até na escolha dos timoneiros o Braga tende a não se equivocar.
Ouvia ontem o Paulo Garcia na SICN a elogiar Domingos, como um dos exemplos desta nova geração de treinadores e mencionou o nome de Manuel José como referencial histórico de qualidade do treinador português. Em boa hora, diria eu.
Este Braga faz lembrar umas das equipas mais entusiasmantes do futebol português nos últimos 20 anos. Os princípios do Boavista de Manuel José (e de João Pinto, Ricky e Marlon Brandão) eram similares a este Braga de Domingos: excelentes executantes, atitude competitiva, capacidade de superação, excelente prospecção e racionalidade económica.
Para os mais esquecidos das “camisolas esquisitas” (até nisso o Braga ontem se assemelhou), aqui fica a épica vitória sobre o Inter de Mathaeus, Brehme e Zenga.
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